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O pedido da dama - Capítulo 3 (parte 2)

— Estou apaixonado — Phil disse, durante o jantar em Garden's House. 

Phillip pai levantou os olhos do prato de ensopado. Magnolia, sentada ao lado do marido, fez o mesmo, assim como vovó Georgia e suas duas irmãs. 

— Como é? — Lidia, a caçula, perguntou. 

— Isso que ouviram. — Phil limpou a boca com o guardanapo. — Estou apaixonado. 

— Oh, céus… — Lady Georgia apertou as têmporas. — Magnolia, seu filho puxou ao pai. 

— Estou vendo… — Magnolia terminou de engolir. — Explique-se, meu bem. 

Phillip continuou em silêncio, apenas o encarando. 

— Como vocês sabem, eu e Lady Primrose estamos nos conhecendo há algumas semanas. — Ele interpretou o silêncio como uma concordância. — Ela é perfeita. Linda, inteligente, doce e maravilhosa. 

— Deus amado… — Sua irmã Celia fez uma careta. 

— E como eu sou um cavalheiro — Phil continuo sem lhe dar ouvidos —, quero que saibam de meus sentimentos, afinal, vou pedir a mão dela em breve. 

— O pai dela já sabe? — Phillip finalmente falou. 

— Não ainda.

— Ela já sabe? — Magnolia complementou. 

— Que eu a amo? Ah, sim, eu já me declarei. 

— Ela o ama de volta? — Georgia entrou na conversa. 

— Sim, ela ama. — Phil sorriu e seu coração acelerou.

Prim, Prim… um mero pensamento e ela o arrebatava, completamente. 

Phil era um homem sagaz. Sim, talvez ele ainda fosse jovem, talvez estivesse encantado demais. Mas aquela coisa maravilhosa que tomava e aquecia seu peito e apenas crescia sempre que encontrava sua dama não podia ser outra coisa senão amor. 

Ele não teve pressa em cortejá-la. O que começou com um flerte virou um beijo, e então ele se deu conta de que Primrose era a mulher perfeita para ele. Ela era… um sonho, mas real. 

— Tem certeza? — Phillip perguntou. 

— Sim, tenho. Quero falar com o duque para noivarmos quanto antes. 

— E quando pretende se casar? — O pai continuou sério. 

— No início do ano que vem, talvez. 

Ainda era o mês de outubro, mas três meses poderia ser considerado um tempo adequado para um noivado. Mais do que isso era pedir demais, desesperado como estava para começar uma vida ao lado dela. 

Magnolia e Phillip se entreolharam e ela sorriu, cheia de carinho. Finalmente, a expressão séria de seu pai se desfez. 

— Pois bem, Phillip Wallace. Se suas intenções são honestas e pretende fazer esta moça feliz, o senhor tem minha benção. 

— E a minha. — Magnolia alcançou a mão do marido. 

— Deixem de ser convencidos. — Lady Georgia negou. — Phil não está pedindo nossa benção. Está nos comunicando. — Ela piscou para o neto. 

— É verdade, mas eu fico feliz que todos me apoiem. 

— Que belezinha… meu irmãozão será um marido. — Lidia riu atrás da taça. 

Phil concordou, com o peito estufado. 

— Sim, serei. O melhor do mundo, se depender de mim. 

E ele era um homem de palavra. 


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