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O pedido da dama - Capítulo 5 (parte 2)

Sua filha queria se casar.

Meu Deus, como a vida passava rápido. 

Em silêncio, Keith Maclogan se serviu de um pouco de uísque no escritório de sua mansão em Mayfair. 

— Querido, vamos conversar. — Elizabeth, sua esposa, surgiu logo atrás dele. 

Keith sorriu, ainda de costas para ela. Ele sabia que ela o seguiria, depois da conversa que tiveram na sala de estar. 

— Aqui, meu amor. — Ele estendeu o copo de cristal para a duquesa. — Beba comigo. 

Ela aceitou a bebida e tomou um gole largo, observando-o servir outro copo. 

— Abril é muito tempo.

— Não é. 

— Sete meses, Keith! 

— Eu e você esperamos sete anos. — Ele deu de ombros. — Acho que Prim pode esperar sete meses. 

— Por que está fazendo isso? — Lizzie colocou uma mão na cintura. — Não confia no rapaz? 

— Confio o suficiente para permitir que noivem. — Ele caminhou calmamente até o sofá do lugar, sentou-se e cruzou uma perna sobre a outra. Bebeu calmamente, apreciando o sabor amadeirado. — Mas não completamente. É de nossa filha que estamos falando. 

E ele tinha um ponto ali. Era o que faltava: um sujeito engomadinho chegar em sua casa e casar-se com sua princesa em tão pouco tempo. Sem contar que noivados normais duravam seis meses tranquilamente naquela sociedade. Nesse meio tempo, ele ficaria de olho no rapaz e veria se o amor de Spencer por Primrose era mesmo verdadeiro. 

— Nossa filha que já tem idade para formar uma família! — Lizzie continuou protestando. Keith não se importava. Estava acostumado com o temperamento firme de sua mulher. Amava-a imensamente por isso, inclusive, no entanto, nada mudaria sua decisão. 

— Se Spencer quiser mesmo se casar com ela, vai esperar sem grandes problemas. 

— Mas Primrose não está satisfeita. Deixe que se casem em janeiro — Lizzie protestou, sentando-se ao seu lado. Keith lhe ofereceu um sorriso torto e beijou a ponta do nariz dela. 

— Não. Casaremos nossa filha em abril, e essa é a minha palavra final. 

Sua esposa fez um bico charmoso. 

— Está fazendo isso de teimoso! 

— Estou sendo… cuidadoso, na verdade. — Ele se manteve calmo. 

— Sou eu quem vai aguentar o mau-humor de sua filha. 

— Mande-a para mim, se ela lhe incomodar. — Ele fez um carinho na mão dela. — Eu cuido de Primrose e seu temperamento irritadiço. 

Afinal, ela tivera a quem puxar, e não era de Lizzie que estavam falando. 


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